Blogagem coletiva: Sobrevivendo ao despatriamento
A Ciça do ‘Uma Papachibé e sua Égua‘ veio com a proposta de uma blogagem coletiva sobre ser despatriado e feliz com sua decisão e convidou a todos os blogueiro em situação semelhante, não apenas despatriado de paÃs mas ‘de região’ (gente que muda de um estado pro outro, principalmente no Brasil) para abordar o tema. A idéia é ajudarmos uns aos outros e com conselhos do que fazer pra se sentir mais feliz e ‘em casa’ longe de casa.
Eu cito:
Você querido brazuca, e despatriado em algum lugar desse planeta (vale de outro planeta, desde que o blog, ou pelo menos o post referente a essa blogagem venha em português), conte para nós seu segredo de sobrevivência ao despatriamento. Queremos ouvir suas dicas de como lidar com os entreveiros de um paÃs, povo, cultura e hábitos diferentes e até mesmo estranhos a nós E SER FELIZ.
Antes que você comece a ler minha porção eu aviso: não precisa concordar comigo. Aliás, se não concordar, eu vou adorar ouvir o porque nos comentários.
Eu uso linguagem forte e popular. Porque eu gosto. Tá?
Não curte?
Aperta o x no topo da sua janela.
Enjoy
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Da onde vem o esteriótipo.
Por muito tempo eu passei meio ressentida do desgosto e desprazer de alguns brasileiro que vivem por estas bandas, mas nunca caiu em mim a diferença fundamental entre a minha situação e dos ‘amigos’ reclamões: a maioria não tem vinculo nenhum com o paÃs que eles esculacham enquanto eu e muitas outras, somos casadas com um britânico ou/e temos filhos nascidos aqui. Claro, claro e é lógico que tem EXCESSÕES. Mas no meu caso no entanto, foi maioria, infelizmente.
A maioria que reclama, não vê o Reino Unido como ‘lar’ e sim um lugar que vai fazê-los, de uma forma ou outra, resolver os problema$$ deixados pra trás.
Nada contra, muito ao contrário. Cada um faz o que tem que ser feito da forma que achar melhor contanto que NÃO INTERFIRA na minha vida.
O que sou contra é cuspir no prato que come e os seguidores do ‘o fim justifica os meios’.
E aà é que está o problema nestas duas coisas: o estigma e o rótulo que eles transferem pra gente que não tem nada a ver com o assunto e paga o pato.
A INTERFERENCIA na minha vida como estrangeira na casa de outrem.
Sim, eu e mais milhares que não compartilhamos da idéia de fulano ou dos meios que ciclano usa e abusa pra ter ’seu retorno’.
Acabamos sendo estampados com a mesma etiqueta.
Amargo da minha parte? BOTA AMARGO NISSO.
Quantas de nós já não nos deparamos com situações onde somos comparados com um conterrâneo FDP que nunca vimos mais gordo, porém aquele, além de ter nascido na mesma terra que a sua, é um notório sem vergonha? Vai lá, vomita ai: ‘Brasileiro é tudo igual’.
Minhas dicas:
1) Amigão, não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você. Bacana você estar na terra de gringo e ter a arrogância de achar que eles são todos uns cretinos e você com sua merda de ‘jeitinho brasileiro’ e malandragem, vai ‘botar pra quebrar’. E foda-se né? Aqui ninguém te conhece e em breve você vai picar a mula. Bom motivo pra bagunçar o coreto? Eu questiono.
Legal, mas eu e outros que carregam o passaporte verdinho vamos ficar por aqui e pagar pela sua falta de caráter e honradez.
Então queridão, tenha um pouco de consideração e quando limpar tua bunda, não esfrega o papel na parede tá?
2) A vida por aqui tá difÃcil? Aqui tá tudo uma merda? Aqui são todos uns merdas?
Vamos lá, a situação não tá fácil pra ninguém, nem pros daqui. Então tá na hora de avaliar sua postura e decidir: ou vai ou racha. Onde é que está tua felicidade e paz de espÃrito? Aqui, no Brasil, na Lua, na PQP?
Decide ai e fala pra gente. O que for que você decidir, boa sorte.
3) Não generaliza. Aqui tem gente preconceituosa e que está de saco cheio de estrangeiros como também tem gente que ainda tem esperança e te dá um crédito.
Porque será que o preconceito tá aumentando?
Você já deu uma olhada em volta? Tem mais estrageiro que Britânico né? Pois é, então não é atoa que eles estão chateados.
Mas como nós somos pessoas de bem, vamos mostrar que por estarmos aqui, somos mais um benefÃcio que um encargo. Não vamos pisar na bola. Vamos mostrar que seremos um (e teremos!) prazer em ter como vizinho. Como? Se integrando com a comunidade, comunicando com seus colegas na lingua que eles entendem e conhecendo a terra onde você escolheu passar [uma época da, ou] sua vida.
Você vai notar um dia que, embora o Reino Unido esteja sendo “colonizado”, eles vão olhar pra você e dizer que você é diferente, quer ser PARTE, você é do bem. E isso vale cada dia de sacrifÃcio fora da nossa pátria, longe da famÃlia, certo?
Seja lá qual for sua situação (casado com estrageiro, só de passagem, ou por motivos financeiros), tenha em mente que, o que quer que você faça aqui, vai refletir não apenas em você como pessoa, mas numa nação.
Você é aquela pedrinha tacada no lago, e as ondulações na água são suas atitudes. Notou como aquela pedrinha agitou um lago inteiro?
Então faça direito!
Consideração, honestidade e responsabilidade. Esse é o princÃpio de uma vida feliz.
Seja lá onde você estiver.
Leia mais histórias nos links citados aqui.




4 October , 2009







