No parquinho
Tem um parquinho aqui perto de casa. Não é grande e os brinquedos não tem nada de especial, mas é a salvação dos meus pimpolhos na hora do tédio.
Semana passada a gente teve um problema lá, com umas meninas (uma de 9 e outra de 11) maltratando o George. Até sapato rolou na zona e acabou com marido chamando a guarda municipal e comigo me estressaaaaaaaando pra valer m e s m o. Quem me tem no twitter sabe da história mais ou menos, pois eu expliquei meio que nas coxas.
Como eu estava com Alexia e não conseguia ver o que estava rolando com o George, até a hora que ele chorava e a menina se mijava de rir. E como ele não ainda não fala, tinha ficado difÃcil pra eu acabar com a farra das sadistazinhas… Até que eu me escondi num canto do brinquedo e vi a menina tacando sapato no George, tentando tirar ele do brinquedo – e isso eu vendo tudo da frestinha (só de contar a história agora meu sangue já ferve).
Menina dando sapatada pra valer, daquelas que a gente dá em barata pra ter certeza que morreu, sabe?…
Quando uma das menina (a mais velha) se dá conta que eu tô vendo, vira pra outra que está com sapato (a mais nova) na mão e fala: “Pára aà que a mãe tá vendo”.
E o que a outra peste mal criada fala? (tipo, eu imagino se pai e mãe conhece bem a filha que tem)
“E daà que ela tá olhando? Não tem nada que ela possa fazer…”
…
…
…
A festa acabou aÃ. Da frestinha, olho no olho, menina inalando meu bafão eu disse: “O que posso fazer e arrastar vc daqui até a sua casa e explicar certinho pro seu pai o que vc menina grande tá fazendo um parquinho de crianças. Você entendeu?
Ela: “Yes.” (bem pianinho)
Eu: “Zuando com um menininho de 2 anos que nem sequer fala? Você tem o que na cabeça?”
(detalhe eu sou uma mulher de 1.76cm, acima do peso e com cara de mal)
Passado uns 10 minutos, eu ainda no parque com as crianças, e lá vem o inferno, (tipo isso pq neste 10 minutos tive que ficar ouvindo resmungo e insultinhos de criança levada) me filmando NA MINHA CARA com o celular da amiga.
Aà não deu outra mesmo. Cata o celular do bolso, chama marido pra catar as crianças e digo pra bichinhas: “Eu vou ficar neste parque nem que seja até meia-noite, mas eu vou te seguir até sua casa e falar com seus pais”.
Marido vem… quente. Cata as crianças, e no meio tempo, George já todo estressado, não vê o portãozinho do parque fechado e arrebenta o testão na grade. Tadinho, o roxão na testa veio na hora… E taca mais essa nas costas da gente pra carregar!
Dá 15 minutos, marido liga pra mim de novo dizendo que ligou pra PolÃcia e que eles iriam mandar uns “Agentes Comunitários de Apoio” (Police Community Support Officers) pra dar conta.
E deu. Do jeitinho tático britânico, mais deu. Pôs as duas na viatura e foram falar com os pais. Eu sei que mais 3 visitinhas dos PCSO e é ASBO pra essas daÃ.
Tipo, foi ataque histérico da minha parte? Eu não acho, pois se eu não tivesse lá, a situação iria agravar ao ponto do George sair machucado e no final, ele saiu mesmo, por decorrência de todo o fuá. Mas a parte que mais me chocou foi a menina olhando pra minha cara e dizer pra mim que “o que é que eu posso fazer (que sou a mãe) enquanto ela maltrata meu filho”.
Me pergunto as vezes onde é que o mundo vai parar.
Minhas favoritas…

Eu tirei essas fotos 3 dias depois do incidente. E photoshopei a testa do George, pq o roxão tava muito feio. Viu, parquinho não é teu não, tá?





24 September , 2009








